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domingo, 2 de outubro de 2011

Papo entre Gerações

Esta semana saiu em alguns sites uma matéria bem interessante, onde entrevisto a pioneira do surf nacional: Fernanda Guerra.

Segue abaixo a matéria para que vocês possam conferir e o link dos sites em que saiu.
Espero que gostem!

Jasmim A.

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Jasmim Avelino, longboarder de apenas 16 anos, entrevista Fernanda Guerra, pioneira do surf, primeira mulher a surfar no Brasil que começou a aventurar-se nas pranchas de madeirite no início da década de 60, no Arpoador.

Confira essa conversa bem interessante entre gerações.
Fernanda Guerra  no posto 6 com sua madeirite, década de 60 
1. Você foi a primeira mulher a surfar no Brasil, como se sente em relação a isso?

O surf estava iniciando no inicio dos anos 60 quando eu comecei a surfar. Sempre gostei de fazer esportes e quando vi os meninos surfando ficava nadando em volta e pedindo para eles me empurrarem nas ondas. Naquela época as pranchas eram de madeira e usávamos pés de pato.

2. Os anos passaram, os pensamentos e hábitos mudaram. Você acredita que a essência do surf continua a mesma? 

A essência do surf é sempre a mesma, comigo nada mudou, mesmo aos 62 sou apaixonada pelo surf até hoje, procuro acompanhar os campeonatos e sempre ficar atualizada. 
Jasmim surfa sempre no berço do surf carioca - Arpoador
3. Antigamente, existia certo preconceito quando as mulheres se dedicavam ao surf. Qual você acha que seja a situação a respeito disso nos dias de hoje?

Na época, nunca sofri preconceito, pois éramos poucos surfistas e poucas pranchas, sendo que eu tinha uma, quem arrumasse confusão comigo não usava minha prancha. rsrsrsrs
Quando o surfista seja homem ou mulher respeitam os colegas,não tem preconceito, só amizade, e este que deve ser o espírito do surf.

4. Tenho apenas quatro anos de trajetória no surf, e mesmo assim não representa para mim apenas um esporte, e sim, um estilo de vida. Com décadas de experiência na modalidade, o que ele representa para você?

O surf só me deu alegrias e grandes amigos, alguns desde a década de 60. A Maria Helena ainda é minha grande amiga até hoje. Tanto ela como eu, estamos casadas com os namorados da época do Arpoador.
Jasmim eternizando um dos momentos clássicos do Longboard, nose rider
Foto: Pedro Monteiro
5. Surfo com freqüência no Arpoador, local onde você começou a surfar nos anos 60, o berço do surf carioca. Ainda tem o costume de freqüentar a praia que formou diversos campeões do surf nacional e internacional? Qual sua opinião sobre o Arpoador nos dias de hoje?

Nunca mais surfei no Arpoador, só vou lá para assistir campeonatos e me da uma certa nostalgia. Lembro-me dos ótimos anos que surfava lá com poucas pessoas e só amigos.
Acho que o Arpoador é uma das melhores ondas do Rio, principalmente quando esta grande e a onda vêm de trás da terceira laje.

6. Hoje em dia, é fácil ver no outside famílias divertindo-se com o surf. Eu, por exemplo, fui incentivada a surfar pelo meu pai, Ricardo Avelino, que está no esporte desde criança e minha irmã Shayana, que frequentemente divide pódios e baterias comigo em campeonatos. Você tinha o apoio de seus familiares para a prática do surf? Quem foi seu maior incentivador?

Sempre tive apoio do meu pai que era o meu maior incentivador.
Quando foi fundada a primeira associação de surf, as reuniões eram na minha casa e meu pai era o vice presidente, ele que consegui com o prefeito Negrão de Lima que fosse liberado ao surf 200 metros de praia, em direção ao Leblon com o horário livre, pois era proibido surfar antes das 2 horas da tarde.
Neste ultimo mês de janeiro, tive o prazer de levar meus 3 netos, Johnny de 5 anos, Manuela de 8 anos e Antonia de 10 anos para um surf camp na praia da Pipa. Ficamos 1 semana e eles amaram.
Cheguei a pegar 1 onda com a Antonia e ela ficou amarradona de surfar com a vovó.

O mar e o longboard ainda presente na vida de Fernanda
7. Deixe sua mensagem para a nova geração do esporte!

O conselho que dou para as meninas é para surfar muito e aproveitar bastante, pois uma juventude feliz abre muitas portas no resto da vida. Aloha.

Jasmim Avelino conta com o apoio do shaper Carlos Fernandes, Colégio Legrand e da marca de praia Recco Teen. Confiram o blog da atleta: http://jasmimavelino.blogspot.com/

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Surfe não é “esporte” - Junior Faria




por Junior Faria

Eu gostaria de aproveitar esse momento como 48º do mundo, depois do corte de NY, para afirmar novamente:

Surfe não é “esporte”.

Eu continuo acreditando nisso e continuarei colocando a palavra esporte entre aspas. Agora que experimentei algum tipo de sucesso no circuito mundial, sinto que essa afirmação tem mais fundamento e espero que possa ser levada em consideração também pelos amigos que enxergam o surfe como “esporte” e acreditam que um sistema de competição dentro do surfe é capaz de apontar o melhor surfista.

Gostaria acima de tudo, deixar aqui registrado todo meu respeito e admiração aos colegas competidores profissionais de surfe as pessoas que trabalham honestamente com água salgada nas veias. Em especial meus compatriotas brasileiros, verdadeiros guerreiros.

Quando penso racionalmente sobre esse assunto fica muito claro pra mim que a competição profissional no nosso “esporte” é ineficiente. E aponto o conteúdo desse texto para a fragilidade do sistema competitivo atual e à ideologia vã que tenta apontar um único indivíduo como vencedor dentro de uma atividade tão subjetiva.

O surfe é uma atividade que não tem características competitivas como seu pilar fundamental, diferente de modalidades esportivas legítimas como por exemplo o atletismo, a natação e o futebol. Dentro das regras estabelecidas e de condições iguais para todos os competidores, tais atividades são capazes de apontar um campeão. E até quando são praticadas de forma recreativa, só fazem sentido quando a competição está presente (Claro que praticar esportes também traz benefícios a saúde e muitas vezes são praticados exclusivamente com a intenção de melhorar a qualidade de vida. Por esse ponto de vista tais modalidades fazem sentido sem a competição).

Mas o que quero dizer é que não tem graça jogar futebol sem gol. Jogar tênis pelo simples prazer de bater na bolinha perde o sentido em menos de dez minutos e ninguém vai ligar se você correr a 100 km/h se não existir outra pessoa disposta a cruzar a linha de chegada antes que você.

Já ouviu falar de alguém que largou a namorada, ou cruzou o planeta, ou ficou horas no trânsito, ou se enfiou no meio do mato pra chutar bola num gol sem ninguém até escurecer? Agora troque a parte “chutar bola num gol” por “SURFAR”. Fez sentido?

Surfe é como música, faz bem pra alma mesmo quando ninguém entende o que quer dizer.

Quem é melhor, Jimi Hendrix ou Yo-Yo Ma? O que agrada mais aos ouvidos, Beethoven ou Metallica? Ninguém se preocupa se o melhor guitarrista do mundo nunca foi eleito. Não existe ninguém no planeta que possa ser chamado de “melhor baterista do mundo” e nunca vamos concordar que música clássica é melhor que Rock’n’Roll. E assim como na música, nenhum surfista poderá ser chamado de melhor do mundo. Porque isso simplesmente não existe.

No surfe o que existe é:

Um indivíduo que conseguiu acumular o maior número de pontos em um determinado período de tempo, na opinião de juízes, que traduzem em números de zero a dez, suas opiniões pessoais sobre uma performance apresentada usando como base um critério subjetivo de avaliação comparativa.

Podemos discutir por horas sobre critérios de julgamento, formatos de competição, sistemas de pontuação, cortes, rankings etc. Mas nada fará sentido porque tudo depende de um fenômeno incontrolável, imprevisível e ímpar: as ondas. E nem no mais perfeito point-break existem duas ondas perfeitamente iguais. Quem dirá nos breaks que figuram no calendário da ASP. E nem me venha com papo-furado, tenho 24 anos e competi pela primeira vez com dez anos de idade, posso te afirmar por experiência própria que nem numa bateria com uma hora de duração dois surfistas tem as mesmas condições de apresentação. Nem nas Mentawai.

Olha, surfe não é “esporte” nem “apresentação”. Mas pode ser qualquer um dos dois quando convém à quem manda no circo. No doping só cai quem é escolhido, um campeão mundial pode cheirar cocaína desde que tenha o patrocínio certo e consiga discursar ao receber o troféu. E quem surfa bem, bem mesmo, ganha vaga nos eventos mais restritos se for famoso o suficiente.

E a verdade a gente só ouve de vez em quando meio rouca, quase sem voz. Sufocada por meios de comunicação reféns de comerciantes que vendem um sonho travestido e maquiado pra quem pode disponibilizar uma pequena fortuna em troca de uma peça de roupa com um slogan convincente. No nosso “esporte” não existe jornalismo, notícia, campeão, atleta e nem justiça. Só existe o que é preciso mostrar para que você acredite que o sonho existe, e pode ser parcelado em até 3 vezes sem juros no cartão.




Junior Faria

http://jrfaria.com/post/10190211519/48


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

RIOetc


A Superatleta Jasmim é campeã de Longboard, nova garota propaganda de uma marca de roupas de praia e agora: Look da semana! 
Não é pra menos que os leitores do site do GNT votaram nela! - Rioetc

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amigo nao rabeia, pega junto!

Patrícia Sodré e Fernanda Daichtman
divertindo-se na Praia da Macumba
Certo dia estava fazendo um free surf na Praia da Macumba, com o famoso crowd de final de semana.
Era um dia clássico com ondas de 0,5m a 1m, perfeito para a prática de todas as modalidades: Longboard, Boryboard, pranchinha, Stand Up... mas quando junta todas em um só mar...não dá boa coisa! Fica a maior rivalidade, pessoas brigando, discutindo, preferência de onda... Nada disso deveria existir dentro d'água, onde todos então à procura da mesma coisa: Diversão!

E no meio desta diversa confusão, ouvi um senhor, experiência a vista, cabelos grisalhos, sentado em um pranchão medindo um pouco mais de 10 pés, ao meio de uma discussão dizer uma frase da qual me chamou atenção: Amigo não rabeia, amigo pega junto!

Shay e eu prestes a disputar uma bateria
Foi ai que tive a ideia de criar esse post, mostrando que podemos nos divertir de qualquer jeito no mar, principalmente dividindo ondas com seus amigos ou familiares!

Irmãs dividem as ondas!haha
Pais e filhos também!
Sai Shay!

Gêmeas??
Hora da manobra pai!
Alto astral em alto mar!
Jasmim, Mainá , Franco, Raquel e Isadora  

Vamos deixar o estresse de lado e curtir o máximo! É isso que importa!
Good Waves,

Jasmim Avelino

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bonecos do Mundo

Alguns dias atrás aconteceu no aterro do flamengo a exposição SESI - Bonecos do mundo, onde apresentava ao público toda diversidade da cultura destes brinquedos.



Tinha de tudo, de fantoche a marionete, exposição e show. Foi um lazer light com muita diversão, cultura e comidaaaaa! haha
Segue abaixo algumas fotos da exposição que contava a história de alguns dos tipos de bonecos e contos infantis:




















Voa Shay! haha

Pena que só ficou em exposição aqui no Rio por pouco tempo, valia muito a pena conhecer!

Bjsbjss,
Jasmim Ave.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Someday...






visconde de mauá

Final de semana passado (19 a 21/08), eu e meus pais partimos rumo a Visconde de Mauá, curtir uns dias de cachoeira e mato.
Frequentamos Mauá a muito tempo, eles desde adolescentes e consequentemente eu e minha irmã desde criança. Lá é um lugar mágico, com altas cachoeiras e lugares paradisíacos!

Parada obrigatória: Capelinha
Guaraná da Mantiqueira e pão de queijo! hmmmm
aaah esqueci da nossa companheira que também esteve presente: Onda!

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Cachoeira do Poção:

Lá é outro lugar divertidíssimo que faz parte de Mauá.
Poção é uma cachoeira com uma pedra onde pulamos com 7m de altura. Na primeira vez dá um certo medo de olhar lá de cima e ver o quanto vai percorrer no ar até a água, e não é só isso, ainda tem a profundidade que você alcança ao cair na água! hahaha  Mas é tranquilo..depois da primeira vez você não quer mais parar!


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Mais fotos:




Apreciando a paisagem...
Rumo à night!






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Ficamos em uma casinha na cachoeira do Escorrega, acordávamos com o som do rio e com um sol MARAVILHOSO! Era cachoeira o dia inteiro!

Visual da varanda do chalé





Mamis e Ondety torrando no sol









Poluição explícita! haha



Descida da serra com pouca neblina! haha
Foi isso... a viagem foi maravilhosa! Recomendo a todos uns dias de descanso como esse!

Beijossss,
Jasmim A.